domingo, 20 de novembro de 2011

Tudo a ver

A figura é enigmática. Seu nome é Brilhante. Saía por aí sem rumo, ficava ao léu todo zen.
Via coisas. Segundo ele, eram coisas, coisas e coisas que não acabavam mais. Eram riscos desconectados, grafites, tudo preto, fiapos, gravetos de lenha, bolinhas coloridas, tufinhos de cabelos voando e bichinhos miudinhos.
Tinha um vaqueiro guerreiro, veloz, ligeiro, valente, em seu cavalo possante, correndo, correndo, recorrendo, tentando alcançar um touro brabo que fugia endiabrado, rodando, tudo ocorria no espaço acima de seus olhos e da cabeça. Era um filme corriqueiro, ia e vinha... Era um passeio visual, mental.
Aguardara com grande expectativa o tão esperado dia 11/11/11...
Providenciou uma roupa maneira. Na camisa ele desenhara um olho grandão, tamanho família e ordenou: - Vigília total fique bem aberto. Vê lá meu! Nada pode escapar sob pena de ir ao oftalmologista e de lá direto ao IML como indigente. Lá será sua morada até o mundo acabar. Fui claro?
Exatamente, 11/11/11 às 11h11min Brilhante paramentou-se e saiu por aí. A partir deste momento foi tudo beleza inserida no conjunto de 11 dentro dessa harmonia.
A partir daí passou a ver tudo “dis costas”. – É, via tudo, nitidamente, em dose dupla frente X verso. Passou a cultuar o 11/11 associando a evolução visual que tivera influenciado pelo   que tinha desenhado na costa da blusa.
No próximo 11/11 lançarei mais sementes, pensou. BIs!
BIruta, eu? Eh, eh, eh, eh! Cá, cá, cá, cá!
Eu sou é Biônico. Na moral.

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