A Fonte dos desejos
Sabe o conhecido hábito de jogar moedas na fonte com um pedido de sorte? Pois é, jamais saiu da moda, da mente e atitude do povo. Seja folclore, superstição ou puro gesto inconsequente continua vivíssimo por aí.
Só que agora, foram acrescentados outros arremessos além das moedas e com eles outros pedidos. Isso mesmo! Estão jogando celulares, máquina fotográfica e até cartão de crédito, joias michelin com os mais variados pedidos. Nos celulares são enviados torpedos pedindo: amor, procurando amizades, etc. Nas máquinas fotográficas, anexam súplicas para não envelhecer. Já nos cartões de crédito reivindicam aumento no limite disponível e uma ajudinha financeira básica. Contracheques com pedido de aumento salarial. Imagem do Santo casamenteiro – Santo Antônio - sufocado, escondido, acuado, amarrado, amordaçado de maneira fatal por metros e metros de fita anexado um pedido de casamento, outros jogam terços pedindo bênção e proteção.
Uma senhora levou o filho doente nos braços, contou: um, dois, três. Êxtase... Não se tem notícia do desfecho! Tudo acompanhado de longe pelo olhar de quem pediu.
Alguém perguntou aos zeladores vigilantes das bucólicas fontes sobre o destino dos objetos jogados. Foi respondido: - Ah, as moedas são doadas a instituições filantrópicas, quanto aos demais objetos são entregues à administração da fonte. Talvez endereçados aos Papais Noéis da vida.
Tudo, devidamente, plastificado... O plástico, um mal necessário! Que viva a filosofia da crendice, utopia, folclore com toda intensidade!
E você, já fez seu pedido?
Ainda dá tempo, o interminável jogo continua, é atemporal.

Nenhum comentário:
Postar um comentário