domingo, 18 de dezembro de 2011

Miniatura



         O imaginário pôs-se a funcionar, ininterruptamente, com toda a carga que lhe é próprio. Não para, não para! É desprovido de freios, não reduz velocidade. Num frenético vaivém o produto de tudo é um fardão de idéias que a máquina mental produz, produz, produz.
         Alguém segura domina ou por conta própria reduz a velocidade desta máquina? E foi nesta produção desenfreada, exagerada e ½ desequilibrada que se engendrou num sonho inconseqüente, fragmentado, quebrado aqui, acolá, remendado e lá adiante incompleto como se não houvesse tempo de engendrar, de coordenar as idéias.
         Ah, a mente, o sonho! Foi neste ambiente tumultuado, inquieto, impalpável que o sonho veio à tona. Aterrissou na porta de casa, vindo do nada, de um lugar ignorado um homem comum seguro de si trazendo em sua companhia que conduzia pela mão um pequeno ser: um anão.
        Disse ser seu companheiro de jornada esboçando um sorriso. A velocidade foi acionada pra que tudo fosse registrado rapidamente. O mais rápido possível enquanto o sono ainda era profundo, constante. Neste ínterim a imaginação revelou o anão tal e qual se apresentou ± = ao que conhecemos e evidenciava-se que já era adulto. Difícil perceber? Não, tinha feição característica de adulto e cabelos grisalhos além do corpo meio caquético e gorduras localizadas.
        O biótipo demonstrava já ter dobrado o cabo da boa esperança. Usava no pescoço um amuleto era uma medalhinha de São Gelário, padroeiro dos palhaços. Exibia um anúncio que dizia: procurar os artistas da trupe ou a procura de sonhos... Saudades silenciosas.
        Ele conduzia um picadeiro em miniatura itinerante, soltava a franga, contorcia-se e dava cambalhotas. Lia-se um nome numa minúscula faixa: Gira Mundo. Nesta miniatura ele adentrava e saía de vez em quando, transformava-se em artista. Isso mesmo! O anão reduzia-se para entrar e virar artista circense dentro da miniatura. Finda a apresentação voltava ao normal. Que doideira meu! O homem voltava sisudo e circunspectro.
         O homem que conduzia o anão artista foi saindo de fininho, deixando o parceiro quando ouviu um grito: - Ei, ei, leva que é seu!
Saíram de mãos dadas pela estrada infinita deste mundo. Aonde foram? Nem Freud explica! Findo o sonho que durou uns míseros 4min. Eita mente criativa, acelerada, mega, ultra rápida. 2º especialistas no assunto, a água é o combustível da dita cuja. No momento do sonho ela estava desprovida do vitalizador citado.
Pensando bem e se ela ganhasse por produtividade, hein? Nestes tempos de tanto corpo mole... Peço permissão para assumir o comando da cabine... Mental.
Todos aos seus devidos lugares “apertem os cintos” e boa viagem movida a sonhos. Faça você mesmo o seu sonho de cada noite/dia.
Solte as amarras, libere geral a mente, a massa. O pote de massa encefálica, criativa. Não faltará idéia dando seus vôos por aí. Tudo fica registrado no cartão da memória.


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